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Cinema de Artista no MAM-BA

October 28, 2009

Compilação e meus trabalhos audiovisuais na Bahia. Abaixo descrição do projeto permanente, no site do MAM-BA.

Cinema-de-Artista_virtual

Flyer do programa Cinema de Artista, com meus trabalhos. A foto é do documentário Do Outro Lado do Rio (2004, 89min)

Cinema de Artista

O projeto Cinema de Artista, do Museu de Arte Moderna da Bahia, traz a Salvador, em sua quarta edição, o documentarista, videoartista e produtor Lucas Bambozzi. A abertura acontece no dia 29 de outubro, às 18h, com exibição do documentário 8 ou 80 BH Underground seguido por bate-papo com Danillo Barata, artista e videomaker, Karla Brunet, fotógrafa e crítica de arte eletrônica, João Rodrigo, cineasta e produtor e com o próprio Bambozzi. As exibições compreendem duas programações que se revezam e ficam em cartaz de 30 de outubro a 06 de novembro, das 16h às 18h. As sessões são gratuitas e a programação completa pode ser conferida no endereço www.mam.ba.gov.br.

A seleção dos trabalhos foi feita por Solange Farkas, diretora do MAM-BA e criadora do Videobrasil.

Trabalhos exibidos:

PROGRAMAÇÃO CINEMA DE ARTISTA

Exibição:

8 ou 80 BH Underground. 55 MINUTOS
Sinopse
O documentário resgata a cena pós-punk e underground mineira dos anos 80, quando nasciam as bandas de rock new wave, a música eletrônica e as performances audiovisuais ao vivo — e ainda não se conhecia muito bem a palavra multimídia.
Bate Papo de 19h as 20h30

Programa I

30 de Outubro; 03, 05 de Novembro

Exibição da Programação Cinema de Artista – 16h às 18h de terça a sexta-feira

Duração da programação: 126m40s

1. Lovestories / 6 minutos
Vídeo experimental
Ano e local de produção: 1992 – Belo Horizonte
Reflexão sobre os extremos da paixão. Ao som de ópera de Verdi, cenas granuladas de um casal se amando misturam-se a aviões de guerra em ação. Na tela e em off, trechos de Oscar Wilde, Caetano Veloso e Godard transmitem desilusão, ceticismo e ironia.

2. Cidade sem janelas / 28 minutos
Documentário experimental
Ano e local de produção: 1994 – São Paulo
Direção: Lucas Bambozzi e Eliane Caffé
Ensaio poético realizado a partir das obras dos 15 artistas reunidos pelo projeto “Arte Cidade”, uma reflexão sobre a experiência estética dentro das grandes cidades. Artistas plásticos, estudiosos e músicos falam da maior metrópole da América do Sul.

3. Ali é um lugar que não conheço (Just there: a place I do notknow.) / 6 minutos
Videopoema / vídeo-arte / vídeo experimental
Ano e local de produção: 1997 – Marrocos/São Paulo
Vídeo poemas experimentais falam do fascínio pelo não-conhecido e pelo não-possuído, do desejo por outro lugar e dos conflitos que ele gera.

4. Oiapoque / 12min.
Documentário
Ano e local de produção: 1998 – Oiapoque/São Paulo
Registro do processo de adentramento na região de fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. Pontos de encontro de pequenas histórias e existências: a insatisfação com o estado presente, o eterno ir, o vagar, o apego ao sonho do ouro e da felicidade.

5. Otto, Eu Sou Um Outro /  21 minutos
Ficção experimental
Ano e local de produção: 1998 – Belo Horizonte/São Paulo
Direção: Lucas Bambozzi e Cao Guimarães
Otto é uma ficção em torno de conceitos relativos à duplicidade, dificuldades de comunicação e procura pela simplicidade.

6. Eu não posso Imaginar Parte I (I have no words) / 4” 20”
Vídeo-arte / vídeo experimental
Ano e local de produção: 1999 – São Paulo
1ª parte de uma trilogia de vídeos ligados ao projeto Tormentos. Envolvendo situações de invasão de privacidade e retratando estados alteradas de percepção, o vídeo articula cenas captadas ao acaso na busca por uma forma de registro de imagens interiores e mentais.

7. Eu não posso Imaginar Parte II (I have no words) / 22 minutos
Vídeo-arte / vídeo experimental
Ano e local de produção: 1999 – São Paulo
Um jogo de impressões e auto-expressão onde são desenvolvidas várias possibilidades de elaboração de sentido, procurando a transposição para a imagem, de sensações geralmente consideradas não – verbalizáveis.Como diz um dos personagens: “… é apenas a idéia de como contar uma coisa que é tão difícil de entender e ao mesmo tempo tão simples”. 2ª parte de uma trilogia de vídeos ligados ao projeto Tormentos

8. Aqui de novo / 6min.
Vídeo experimental
Ano e local de produção: 2002 – São Paulo/Londres
Um ensaio sobre algumas contradições contemporâneas: a disparidade entre o que se quer fazer e o que se faz de fato, entre o que se diz e o que se quer dizer, entre o convívio nos espaços públicos e os desejos privados. Elementos: o outro, as janelas, a privacidade, os espaços vazios, a intimidade mediada, voyerismo, situações invasivas, dúvidas.

9. What is erased – what is retained / 6 min
Vídeo-arte
Ano e local de produção: 2002 – São Paulo/Tailândia
O vídeo é um exercício sobre a redundância da imagem faltante. Realizado a partir de cenas de uma luta de box Tailandês.

10. No logo/ no todo / 4 min
Ano e local de produção: 2003 – São Paulo
Série de vídeos produzidos a partir de banco de imagens entre artistas participantes da exposição Imagem Não Imagem de vídeo a partir de estrutura narrativa interativa.

11. Desvios derivas contornos / 8’40’/ 2007 (SP)
Single – channel  vídeo
Ano e local de produção: 2007 – São Paulo
Situações urbanas, impasses, atalhos, ruas sem saída, o interesse pelo ordinário.

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Programa II

02, 04, 06 de Novembro
Exibição da Programação Cinema de Artista – 16h às 18h de terça a sexta-feira

1. Postcards – 10 minutos

Série 1: Trabalho em diferentes formatos concebido a partir de uma série de vídeos de curtíssima duração. São situações distintas, retratadas a partir de cartões postais típicos, em várias cidades, sempre ressaltando as particularidades que existem para além do frame que um cartão desse tipo pode revelar.

2. Do Outro Lado do Rio – Lucas Bambozzi (Brasil-SP, 91’, 2004)
O filme é uma viagem aos limites do Brasil, uma investigação sobre a zona indefinida entre as cidades de Oiapoque (Brasil) e Saint Georges de L’Oyapock (Guiana Francesa), onde as identidades se confundem e apenas um rio separa o homem de seus sonhos. Oiapoque é uma zona de intersecção entre o Brasil e a Guiana Francesa, a porta de entrada para uma nova vida em território francês. A cidade tem o maior fluxo de migração das fronteiras brasileiras e testemunha um mundo em trânsito. O foco do documentário são as pessoas e suas histórias. Obstinadas, desesperançadas e insatisfeitas com as condições estabelecidas pela Amazônia, essas pessoas buscam a consolidação de um sonho em geral vago, tênue e incerto. Repleto de personagens com um notável espírito de aventura e legítimos representantes de um tipo de Ulisses contemporâneo, estão sempre planejando sua Odisséia para além das fronteiras.

3. Postcards – 13 minutos
Painéis – Projeção de seqüências de cartões postais exibidos consecutivamente na mesma tela; até o preenchimento completo da área de projeção.

Homenagem

October 28, 2009

Fui homenageado na 9ª Goiania Mostra Curtas.

Achei curioso, pois por muitos anos, ao longo dos anos 90, “tecnicamente” não fazia curtas, mas o que todos chamavam de videoarte, as vezes com alguma interrogação no ar.

O evento foi bacana e foi bom ter visto meus próprios vídeos, um monte deles juntos, pra ter uma idéia do que andei fazendo.

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Recebendo o troféu da Maria Abdala, em Goiânia

X MORADIAS: Presenças Insustentáveis

June 25, 2009

Fui convidado para o evento X Moradias, onde apresento um projeto que acontece por 5 dias num apartamento situado no centro da cidade (rua General Jardim 373 ap 12, quase esquina com Amaral Gurgel). A idéia reflete experiências anteriores, entre ambientes privados e espaço público, mas dessa vez sem envolver projeções, formas de representação ou tecnologias mais complexas.

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Meu projeto em X Moradias é um desdobramento de questões esboçadas em um trabalho anterior, ainda não finalizado, chamado Presenças Insustentáveis — apresentado como uma espécie de protótipo na exposição 14×32 no 3º, no Sesc Paulista no final de 2007. Ali foi montado um pequeno apartamento cenográfico, em cujas paredes eram anexadas projeções de apartamentos vazios ou habitados por presenças imaginadas.

Nesse projeto que acontece no X Moradias, o apartamento é real, não há projeções e as presenças podem ser sentidas in-loco, envolvendo elementos reais. A assistência, manutenção, cuidados e operação é feita pela Paloma Oliveira.

localização do apartamento transformado

localização do apartamento transformado

Imagens e vídeos aqui em breve. O projeto vai até sábado, dia 27 de junho e a experiência dos percursos entre os vários apartamentos e residências é algo difícil de descrever, imperdível diria.

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Paloma Oliveira, minha fiel escudeira que tocou boa parte do projeto e registrou quase todos os que passaram pelo apartamento enviou um texto. Segue:

Presenças Insustentáveis: kitinet

[relato de Paloma Oliveira]

O ciclo aparece constantemente no pensamento: o ciclo selvagem do gato que corre atrás da galinha lambendo os lábios gatunos, da galinha que roda em círculos e não sabe para onde ir, do ser humano que caça os gatos e os cachorros, o inquilino que foge do proprietário, que suga o inquilino por vezes uma situação que beira o cruel. Que lado tomar? O da constância? O dos instintos comuns? Por que não gatos em gaiolas se pássaros que tem asas são comumente presos ha tantos anos? Por que não aprisionar os gatos? Por que aprisionar um ser? Por que a galinha é idiota? Por que ela merece virar galinhada no final? Quais os parâmetros que definem isso? E tem também os ciclos dos visitantes que mostram como podemos ser tão diferente uns dos outros e no fundo, pouco importa o que se apresenta, tudo depende do que há dentro de cada um.
Mas podemos tirar o contexto de seu local de origem e só de fazer essa inversão conseguimos dar um piripaque no cérebro que faz com que vejamos, pensemos diferente.
Hoje chove. As pessoas estão naturalmente mais fechadas e assustadas. Talvez não se assustem tão fácil quanto em um dia com sol onde stão abertas e o desconhecido realmente não fazia parte do que se esperava para o dia. Mas a idéia é assustar? Ou é revirar o dia a dia? Talvez nem nós saibamos, seja uma construção.
Toques e conversas me fazem pensar mais a fundo sobre o trabalho. Penso em quanto as pessoas se chocam com os gatos dentro de gaiolas. Em como o desconhecido e retirar um dos sentidos: o da visão nos desorienta. Como somos pobres de sentidos, mas um novo publico se forma afã, pedindo para que o outro lhe proporcione isso. E me parece que o papel da arte, pelo menos atualmente, tem sido um pouco esse: o de retirar da anestesia. Se em algum outro momento os artistas o faziam para sacudir o povo, hoje o povo o pede para desafogar do que é imposto pelos já sabidos excessos (de mídia, de informações, de produtos, de idéias… tudo fragmentado e fora e qualquer lugar).

Paloma Oliveira [ao longo dos dias, durante o projeto]

palestra em Belem

April 26, 2009

Menos de uma semana depois do workshop em Vitoria, quando um dos participantes fez uma caricatura minha, estava num debate no Amazonia DOC, em Belem (PA) e um dos presentes na platéia pediu pra me entregar um retrato, dessa vez feito a lápis. O rapaz não se identificou mas assinou o desenho como P. Castro. Valeu também.

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Valeu P. Castro!

saída precária

April 22, 2009


saída precária

Originally uploaded by bozzihoo

pouca luz e quase nenhuma saída.